domingo, 14 de agosto de 2011

Fragmentos


Todos os dias fico imaginando como seriamos juntos.Penso em apelidos carinhos que cada um coloria no outro, como um chamaria o outro. Queria tanto que tudo fosse do meu jeito, ou sei lá diferente. Queria você aqui, do meu lado, me abraçando, me ninando, sabe , tudo o que um casal apaixonado faz. É tão bom pensar nisso tudo, mais por outro lado é tão ruim, pois não estas aqui do meu lado, eu acho que na verdade nunca esteve!
e... bem nem consigo imaginar te dividindo com outro, te vendo com outro, ou é meu ou é meu, e ponto fianl. Mais dia-a-dia vou me acostumando (acho que a palavra seria "tentando" me acostumar) com sua ausência... não aguento mais esperar tanto para que algo aconteça.
Nunca diga te amo se não te interessa.
Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.

Nunca toque numa vida se não pretende romper um coração.
Nunca olhe nos olhos de alguém se não quiser vê-lo se derramar em lágrimas por causa de ti.

A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você quando você não pretende fazer o mesmo.

(Mário Quintana)

Porque?

 

Porque tudo com você é tão complicado? Porque você torna isso difícil de te amar? Porque se você realmente quer ficar sozinho ou quem sabe com ele, alias, nesse momento, estou eu aqui, de frente desse pc, escrevendo meus desequilíbrios de amor, e você com ele deitado na cama onde nos deitamos sexta-feira passada. Eu vou jogar minhas mãos para cima. Sabe o porque amor?! Por que a maior prova de amor, que eu pude ter lhe dado, eu lhe dei, e você sabe qual foi, ou quais foram.
           

E se fosse simples pro amor escolher entre o certo e o errado,entre o impuro e o imaculado,entre o verdadeiro e o forjado,dentre também entre outras mil forças opostas de significados e afins.Veja,como seria tática a vida,como seria sem gosto de se viver e ver o mundo,mas vendo pelo lado cômodo da coisa,teriamos bem menos problemas pra resolver,por exemplo: se hoje você me sacaneia,amanhã você não será mais o mesmo pra mim e tá tudo resolvido entre nós,enfim tudo seguiria uma lógica de indiferença e egoísmo sem igual,seguiriamos um padrão despersonalizado,sem maiores ódios,tragédias,histórias românticas,platônicas e quaisquer laço fortemente afetivo.Decepção é pros fracos,paixão pros otários.A certeza de que estariamos sempre num mundo condenado a não ter erros e movido totalmente pela razão,faria até mesmo da nossa razão um poço de fragilidades até o último dia das nossas vidas.
Eu,enfiada no lugar mais frio da minha lógica descomposta,preferiria não saber de que serve o coração senão um bombeador de sangue que nos mantém vivo.Ja quis ensina-lo por mais de mil vezes que não optasse pelo errado,que não enxergasse outro coração como bom só por ser coração,ja lhe disse algumas vezes que as pessoas não mudam assim da água pro vinho,ja mostrei-lhe outros caminhos e outras pessoas "amigas" ou não.Ele de bobo,não quis se desfazer das razões que construímos até então conhecidas como amor, na hora que eu fui apertar o interruptor de afetos,ele,o coração,me fez lembrar do tamanho da sua importância na minha vida,me fez lembrar...

Meu eu!

         "Nenhuma luta haverá jamais de me embrutecer, nenhum cotidiano será tão pesado a ponto de me esmagar, nenhuma carga me fará baixar a cabeça.
Quero ser diferente, eu sou, e se não for, me farei..."

                                             Caio F. Abreu

Chão de Giz - Zé Ramalho

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre
Um Chão de Giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde!
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes...
Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe
Um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
Sem um colibri
Queria usar quem sabe
Uma camisa de força
Ou de vênus
Mas não vou gozar de nós
Apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom...
Agora pego
Um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Prá sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de "boy"
That's over, baby!
Freud explica...
Não vou me sujar
Fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes
Já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo
É assunto popular...
No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais!...
Composição: Zé Ramalho